Luta por status.

By Bruno Mendes

Padaung (ou Kareni) é uma tribo indigena de Mianmar (antiga Birmânia) onde as mulheres, em sinal de beleza, desde jovens, usam anéis de cobre no pescoço (sim, aqueles estranhos) e, para eles, quanto mais alto o pescoço, mais bonita é a mulher. Hein? Cuma? Eu acho que quanto maior o pescoço, mais estranha fica, mas enfim…
Já na China, a gente ainda encontra mulheres que tiveram os ossos de seus pés quebrados quando eram jovens para o pé parar de crescer, pois o pé pequeno era sinônimo de graça e beleza(?) para as antigas sociedades da China, sem contar que as chances de alguma garota fugir de casa diminuiam consideravelmente.
O que esses dois fatos tem em comum: Nada mais e nada menos que a guerra por status. Outro exemplo – não tão radical – é fazer uma comparação entre os jovens dos dias de hoje. Volta e meia, mesmo sem perceber, as pessoas estão brigando entre si para mostrar quem é “melhor que o outro” por conta das coisas materiais, mas esquecem o mais importante: o ‘eu’ interior que sempre fica largado de canto quando a discussão é sobre quem tem mais ‘o que’ ou ‘o que’ do outro é mais caro, mas pra que se preocupar em ser alguém com cérebro e ligar para o seu carater e dignidade quando se pode comprar uma camisa da Quicksilver, Billabong e Cavalera para se sentir melhor que os outros, né? Bobeira, po.
Outra coisa que eu acho incrível é essa mania de grandeza das pessoas. Quantas vezes nós já nos deparamos com alguém em um Fiat147 com um som – que vale 1000x mais que o carro – no último volume? Engraçado que essas pessoas sempre reclamam que estão sem dinheiro, mas quando tem, gasta com besteira.
Por que não comprar um carro novo e melhor? Ter um som mais potente e botar o Funk do Créu no último volume não irá te tornar uma pessoa melhor, mas sim em um cara chato pra caralho que só usa o carro pra ouvir “música”, porque ele nem sai do lugar mais de tão velho que é. Torno a dizer: Porque não comprar a droga de um carro mais novo e ‘mais-meió-pra-lá-de-bão’ ao invés de investir em um som gigantesco que mal vai caber no seu cacareco de quatro rodas (isso se não tiver nenhuma faltando).
Status nada mais é que comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar para gente que você não gosta, uma pessoa que você não é. Pra que isso? Pra amanhã um novo modelo de celular ser lançado e você ficar novamente fora de moda?
Na hora de escolher minhas roupas, eu escolho alguma que eu ache legal – independente da marca – e que caia bem em mim. Tenho tanto roupas da Riachuelo quanto da Eckö, mas não uso isso para me diferenciar de ninguém, mas sim pra me vestir. Roupa é roupa, independente de marca. Com o celular a história se repete, pois eu só quero que ele faça as funções básicas dele: fazer e receber ligações, nada mais que isso.
Se essas pessoas deixassem um pouco de lado essa guerra por status e desenvolvessem um pouco mais de cérebro, talvez não fosse mais preciso dirigir por aí com as janelas fechadas, a fim de bloquear a entrada do som daquelas “músicas” e essas pessoas parariam de falar que uma é melhor que a outra porquê tem a camisa da Coca-Cola que saiu um mês depois da que a outra pessoa tá usando.
Foda-se o que você veste, usa e tem. O que importa de verdade é o seu ‘eu’ interior e não esse bando de coisa material que você vai deixar aqui quando esticar as canelas. Ninguém vai lembrar de você pelo que você tem, mas sim pelo que você foi.

Uma resposta para “Luta por status.”

  1. fernanda Disse:

    muito bommm

    te linkei la no meuuu

    =)

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